Ney Matogrosso apresenta documentário Olho Nu em Manaus

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A noite de terça-feira (05) no Teatro Amazonas contou com a presença especial do multifacetado Ney Matogrosso, que está em Manaus para apresentar o documentário “Olho Nu”, dirigido por Joel Pizzini. O longa integra a Mostra Competitiva Internacional do 10º Amazonas Film Festival, que anuncia hoje os filmes vencedores.

O documentário, produzido pelo Canal Brasil, foi editado a partir de mais de 300 horas de gravações do arquivo pessoal do próprio cantor. O filme revela as diversas experiências musicais e artísticas criadas por ele no decorrer dos anos, além de sua breve passagem pela bana Secos & Molhados.

“O que eu mais gosto no documentário é quando faz o público rir porque é uma reação que flui bem. Não é uma coisa séria, não devem me respeitar e encarar assim. Não sou uma pessoa séria”, diz Ney Matrogosso.

O musical, que deve estrear nos cinemas apenas no primeiro semestre de 2014, é focado totalmente na figura do intérprete, restando apenas alguns rápidos depoimentos para complementar a abordagem, assim fugindo do documentário tradicional.

“Como eu costumo dizer, ‘Olho Nu’ não é um filme sobre o Ney, é um filme com ele. O Ney é um ator social e político que atravessa muitos períodos da história do Brasil. Se fosse um filme biográfico, ele não teria como se reinventar como ele sempre faz. Ney tem a consciência de sua importância cultural”, afirma o diretor Joel Pizzini.

A competição foi encerrada com a exibição de “Tatuagem”, longa pernambucano de Hilton Lacerda que mostra um grupo de artistas em 1978, vivendo a ditadura militar e a vontade da libertação sexual. Vencedor dos festivais de Gramado e do Rio desse ano, o filme tem estreia nacional marcada para 15 de novembro.

Na mesma noite, o curta cearense “Até o Céu Leva Mais ou Menos 15 Minutos” (foto à esquerda), de Camila Battistetti, conquistou a plateia do Amazonas Film Festival. O filme mostra a saga de duas mães e três crianças em um passeio de carro, com a câmera servindo para documentar as peripécias desses três garotinhos.

O documentário baiano “Jessy”, de Paula Lice, Rodrigo Luna e Ronei Jorge, também rendeu muitas risadas do público, mostrando a experiência da própria diretora em aprender truques de dublagem e performance com travestis. “Sanã”, documentário de Marcos Pimentel, mostrou de forma sensível a vida um garoto  solitário que vaga pelas areias do Maranhão. Tanto “Jessy” quanto “Sanã” foram destaques na premiação do Cine Ceará desse ano e receberam bons comentários também em Manaus.

A premiação do 10º Amazonas Film Festival acontece nesta quarta-feira (06), a partir das 19h30 no Teatro Amazonas.

Matéria originalmente publicada no Cinema com Rapadura.

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