João Batista de Andrade recebe o prêmio Intelectual do Ano

João Batista

Após receber homenagem do 24º Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema, o cineasta e escritor João Batista de Andrade (“O Homem que Virou Suco”) recebeu o Prêmio Intelectual do Ano/Troféu Juca Pato, prêmio literário concedido pela União Brasileira de Escritores (UBE), cuja entrega acontece em 1º de dezembro.

O cineasta tem quase 50 anos de carreira, em sua extensa filmografia se destacam nada menos que 17 longas-metragens, unindo criatividade e inquietação política. Representa como poucos a persistência pelo cinema brasileiro. Realizou “Doramundo”, premiado com o Kikito de melhor filme e melhor diretor no Festival de Gramado de 1978. Em 1983, causou forte impressão ao desmistificar violentamente a ilusão da abertura democrática em “A Próxima Vítima”, um de seus melhores filmes. Em 1987 ganhou quase todos os prêmios do Festival de Brasília com o polêmico “O País dos Tenentes” (estrelado por Paulo Autran), com temática ligada ao fim do regime militar.

Também é importante documentarista, onde expõe uma das principais características de suas obras: a discussão política através do cinema. Teve destacada atuação na televisão na década de 1970 – notadamente na TV Cultura e no programa “Globo Repórter”, com produções que misturavam ficção e realidade.

No começo de sua filmografia destacam-se obras de não-ficção, algumas delas pertencentes ao que chamou de “cinema de rua”: “Liberdade de Imprensa” (1966), “Ônibus” (1973) e “Migrantes”. No final dos anos 1970 e começo da década seguinte fez “Wilsinho Galiléia” (1978), “Greve” (1979) e “Trabalhadores Presente” (1980). Dirigiu, entre outros documentários, “Céu Aberto” (1985), sobre a transição para a democracia, a campanha das “Diretas-Já”, a campanha e eleição de Tancredo Neves e sua doença, até sua morte, e “Vlado – 30 Anos Depois” (2005), homenagem ao amigo jornalista morto nos porões da repressão política da ditadura civil-militar (1965-1985).

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