Crítica | A Forca (2015), de Travis Cluff e Chris Lofing

THE GALLOWS

Avaliação: Regular ★★☆☆☆

Debut cinematográfico dos diretores Travis Cluff e Chris Lofing, “A Forca” deu a sorte de ser adotado pelo produtor Jason Blum, responsável pela franquia de sucesso “Atividade Paranormal”, e assinado pela Warner Bros. Com orçamento de US$ 100 mil, o found footage acompanha estudantes de Nebraska que reencenam uma peça de teatro, lembrada na escola por uma fatalidade que aconteceu a um dos alunos há 20 anos.

Com pouca verba, atores desconhecidos e a necessidade de contar uma boa história, os cineastas conseguem fugir rapidamente do terror enlatado que conhecemos, tendo na montagem o principal artifício para desenvolver tensão e criar expectativa. Por outro lado, quando finalmente mostra ao que veio, “A Forca” se perde ao cair nos clichês do gênero, deixando de lado a atmosfera de suspense psicológico que prometeu construir.

O estilo found footage, que utiliza câmeras amadoras, celulares e outras plataformas portáteis para registrar em primeira pessoa o que está em cena, já não impressiona mais. Sem um argumento realmente criativo e bons personagens, filmes que insistem em repetir esse estilo de filmagem se perdem na prateleira com facilidade. Para piorar, os atores não criam nenhum laço afetivo entre eles, nem mesmo com o público.

É uma prova de resistência acompanhar, durante o primeiro ato, o intragável Ryan registrar o dia a dia dos colegas, bem como o romance juvenil do casal principal, fadado ao fracasso. Quando o enredo parte para as resoluções finais, o que poderia ser épico se resume ao mais do mesmo. Tudo isso porque a psicologia dos personagens não sustenta a proposta de desfecho dos realizadores, fazendo deste um filme de meio termos.

Texto originalmente publicado no Jornal Diário do Nordeste.